sábado, 15 de outubro de 2011

Vazamento de GLP


Vale a pena ler. 

Muito interessante a reportagem da VEJA online. O artigo explica as condições para que haja as condições para uma decorrente do vazamento de gás, no caso, GLP.

O problema não está no uso de botijões P13 ou P45, a questão bem colocada é sobre o mau uso e armazenamento incorreto. Botijões, cilindros ou tanques recarregáveis de GLP não apresentam risco desde que obedecidas as normas de segurança, a principal é não armazenar gás em áreas abaixo do nível natural do terreno, a não ser que tenhamos grandes áreas ao redor. É da boa técnica também que não existam poços de visita, caixas de inspeção no entorno da central de gás ou casa de gás, assim como instalações elétricas que possam provocar faíscas que venham a provocar a explosão.

A razão da principal da ventilação dos ambientes é evitar a concentração do GLP, a renovação do ar evita que a concentração do gás atinja níveis que propiciem que haja uma explosão.

É demagógica a proposta de um Deputado Carioca de proibir o uso de GLP engarrado ou é um grande burro ou demagogo oportunista. A mim, causa espanto e preocupação, quando a matéria diz que não haveria no Rio de Janeiro fiscalização no uso de botijões com até de 45 kg, no mínimo é um absurdo. Custo a acreditar. O problema está na falta de fiscalização na venda. 
Na realidade existem muitas instituições para fazer a fiscalização, a começar pela ANP, que deveria fiscalizar as distribuidoras e não o faz devidamente.

Vazamento de gás: ventilação é a palavra de ordem

Especialistas apontam principal risco para usuários. Cheiro de gás é alerta para abrir portas e janelas, evacuar o local e chamar os bombeiros

Rafael Lemos
A explosão do restaurante Filé Carioca, que matou três pessoas e feriu outras 17 na quinta-feira, deixou apreensivos milhões de brasileiros. Apesar da expansão das redes de gás encanado nos últimos anos, os botijões ainda são o padrão em 95% dos lares do país, segundo dados do Sindigás (Sindicato Nacional dos Distribuidores de Gás). Nos dois modelos, fator determinante para a sgurança, de acordo com especialistas ouvidos pelo site de VEJA, é a ventilação adequada.


No caso do restaurante onde ocorreu o acidente, em agosto do ano passado o Corpo de Bombeiros emitiu um laudo no qual atestava que o local não tinha condições de usar botijões de gás, nem receber gás encanado da CEG. Motivo: falta de ventilação. No entanto, apesar da óbvia conclusão de que um restaurante não poderia funcionar sem gás, o Corpo de Bombeiros não interditou o local.


"Uma instalação de gás mal feita é tão perigosa quanto uma instalação elétrica precária. No caso do gás, seja encanado ou em botijão, é essencial ter uma boa ventilação para que ele se dissipe em caso de vazamento. Usar gás num local hermeticamente fechado é uma loucura", afirma Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás.


Os botijões de gás são vendidos em vários tamanhos, com capacidade de dois a até 190 quilos. No entanto, botijões acima de 45 quilos dependem de fiscalização do Corpo de Bombeiros, porque o reabastecimento tem que ser feito no próprio local. Informações levantadas pelos bombeiros indicam que o Filé Carioca estaria operando com cilindros de 45 quilos, o máximo permitido sem fiscalização. (O grifo é meu)


Por questões de segurança, o gás recebe a adição da substância mercaptano, que proporciona um odor desagradável característico. Em casos de vazamento, é esse odor que permite identificar o problema. Testemunhas relatam que o cheiro de gás já podia ser sentido quase duas horas antes da explosão. A partir daí, houve uma falha de procedimento por parte dos funcionários.


"Eles deveriam ter aberto portas e janelas, evacuado o local imediatamente e chamado os bombeiros. Mas nada disso foi feito", critica Bandeira de Mello.


Segurança - A principal diferença entre o gás de botijão (GLP - Gás liquefeito de petróleo) e o gás natural encanado é que o comportamento deles durante o vazamento. O GLP é mais pesado que o ar e, assim, tende a se acumular no chão. Já o gás natural, mais leve do que ar, sobe e encontra mais facilidade para se dissipar. Outra vantagem do gás encanado é que a instalação só pode ser feita por técnicos da empresa concessionária e após uma vistoria do local, o que minimiza os riscos de erro. Os botijões, pelo contrário, são operados pelo próprio usuário e, como duram em média 45 dias, necessitam ser manuseados constantemente.


Por mês, 33 milhões de botijões de gás são vendidos no Brasil, sendo três milhões apenas no estado do Rio de Janeiro. Na região metropolitana do Rio, a CEG atende hoje a 759 mil clientes através de uma rede de 4.954 quilômetros de gás encanado. Pouco a pouco, essa rede aumenta, mas é pouco provável que os botijões sejam aposentados um dia. A meta de CEG até 2014 é ampliar essa rede em 900 quilômetros e conquistar novos 136 mil clientes.


Por força da lei - De carona no episódio do Filé Carioca, o deputado estadual Dionísio Lins (PP) apresentou um projeto de lei que proíbe a utilização de botijões de gás (GLP) em todos os estabelecimentos comerciais localizados no Rio de Janeiro. A proposta soa a oportunismo político. Mesmo na capital do estado ainda há grandes áreas descobertas pela rede da CEG, como boa parte da zona oeste, por exemplo. A medida, se aprovada, inviabilizaria o comércio nessas regiões ou provocaria uma corrida atrás de liminares.


Desde 21 de setembro de 1976, o Código de Segurança contra Incêndio e Pânico 897, do Corpo de Bombeiros, determina que residências e estabelecimentos comerciais são proibidos de usar botijões em áreas atendidas pela rede de gás encanado.