domingo, 9 de janeiro de 2011

COMISSÃO DA VERDADE

recebido de UBIRATAN BUSATO EM 08/11/2011
por Arthur Chagas Diniz
Ao assumir a Secretaria de Direitos Humanos, a deputada petista Maria do Rosário pediu ao Congresso a formação da Comissão da Verdade. Esta Comissão defenderia o "reconhecimento da responsabilidade do Estado pelas graves violações aos direitos humanos tendo em vista a não repetição do ocorrido".
A nova Ministra pretende inclusive trazer de volta à cena política, o polêmico Plano de Direitos Humanos, mais conhecido como por suas vertentes na área da censura a órgãos de comunicação. Antes de discutir a responsabilidade do Estado na chamada guerrilha do Araguaia é importante saber o que propunha a guerilha e, caso seus propósitos assim justifiquem, quem vai pagá-los na medida em que o Estado sendo um ente repassador de recursos dos impostos pagos pelos cidadãos para uso teoricamente em seu benefício.
Quem eram afinal os integrantes da guerrilha do Araguaia e o que pensavam organizações que se opunham a chamada ditadura militar. Avaliando esses propósitos poderíamos, enfim, definir se todos os cidadãos brasileiros devem vir a pagar (através do Estado), indenizações aos guerrilheiros do Araguaia bem como o valor dessas indenizações. À época tanto os militares no Poder quanto os subversivos sabiam que o que se prentendia (Partido Revolucionário dos Trabalhadores) era "através da luta armada consolidar a vitória do exército popular, dirigido por seu partido, a sustentação e o exercício de sua ditadura" (PRT).
Caso o regime viesse a se configurar como a ditadura fidelista, o número de mortes seria muitas vezes superior ao da ditadura brasileira (de direita e estatizante). A guerrilha do Araguaia falhou e com ela a tese de "fogerismo", originária da revolução cubana. No Araguaia morreram 19 soldados e 67 guerrilheiros. Esta pequena longa estória serve (entre outras) de base a chamada "Comissão da Verdade".
É difícil pretender reparar os danos pessoais aos "guerrilheiros" a menos que se entenda que ele pretendia substituir uma ditadura (de direita?) por outra e mais que, identificando-a (a ditadura de esquerda) como um ganho para os brasileiros de um modo geral.
Como ditadores comunistas não são benquistos pela população (ex partidários) de um modo geral será difícil convencer a população a pagar pensões às famílias dos guerrilheiros. Argumentar-se-ia que isto aconteceu com a chamada "Comissão da Anistia" que premiou escritores, jornalistas e outros simpatizantes que estiveram presos com idenizações milionárias e pensões vitalícias que nada têm a ver com cidadãos comuns que trabalham a vida inteira e recebem 10 salários mínimos no máximo (caso não sejam funcionários públicos civis ou militares). Será que a Comissão da Verdade vai mesmo a ser essência?
Arthur Chagas Diniz 
Presidente do Instituto Liberal