terça-feira, 12 de outubro de 2010

GUERRA RELIGIOSA ELEITORAL

Não sou favorável que seja misturada religião com política, mas as colocações do Pastor Malafaia são procedentes. Cada um deve assumir o que propõe, as maiorias devem ser respeitadas, assim como as minorias protegidas, mas cada um vai receber votos do eleitor a que se propõe representar.

do site da VEJA -




Silas Malafaia, que trocou em cima da hora o apoio a Marina Silva pelo de José Serra, mais uma vez usou o seu programa na Band para falar da eleição. Desta vez, negou ser fonte inspiradora de “boatos sobre Dilma Rousseff” e criticou as propostas do PT para aborto e homossexuais. Disse Malafaia:
- Eu não sou fabricante de boatos, não sou criança. Não vim aqui satanizar partido político. Tenho o maior respeito pelo presidente da República, até o admiro. Mas presidente, aqui não é boataria não. A questão é a seguinte: durante quatro anos, de maneira fechada, o PT jogou em duas áreas: aborto e a PL 122 (projeto de lei que pune o crime de homofobia). A autora da PL 122 é uma deputada do PT.
Malafaia jura respeitar o direito dos homossexuais, mas afirma que também quer ter o direito de critica-los:
- Quem disse que estamos aqui dizendo que homossexual não tem direito nenhum? O direito é igual para todos. Cada um seja o que quiser. Agora, criminalizar aqueles que são contra a prática homossexual ? Que estado democrático é esse? Não quero que os candidatos digam que são contra os homossexuais. Aqui não tem ignorante não. Uma coisa é criticar práticas e condutas. Outra coisa é discriminar pessoas. Nós criticamos a prática homossexual, mas não somos a favor de discriminar os homossexuais. Lamento dizer que o PT lutou para aprovar essa lei esdrúxula que não tem em lugar nenhum do mundo. Não adianta esconder.
No final do vídeo de pouco mais de quatorze minutos, Malafaia torna pública a sua posição nas eleições:
- Preste muita atenção em quem você vai votar. Nós somos quase 25% da população. Eu sou cidadão e pago imposto também. Temos o direito de opinar e interferir sim senhor. Não vai ter colher de chá, tem que se posicionar. Nós não estamos elegendo nem Fernando Henrique nem Lula. Estamos elegendo Dilma ou Serra. Quem é que tem a competência de dirigir esse país? Pra mim, é o Serra.
Por Lauro Jardim